quinta-feira, setembro 20

Life


                                                                                                                  we♥it.com

E a minha nota-se que tem tido prazer nisso.

*, Lauz

terça-feira, setembro 18

Sonho por viver.

     Dói quando algo fica por fazer. Quando uma memória ímpar fica incompleta e um sonho por realizar. Quando um percurso único e incomparável da nossa vida fica por viver e não podes rodar os ponteiros do relógio no sentido inverso e alterar o passado. Mas há dores que se curam com o tempo. Outras que se arrumam numa gaveta qualquer e mais tarde, aquando de uma limpeza, acabam no lixo. E depois há aquelas dores, resultado de uma vivência única e insubstituível na nossa vida que acabou perdida. Aquelas que passe o tempo que passar, chores o que chorares, nunca se hão-de dissipar.

     Tenho um buraco no peito, um nó na garganta, o estômago revirado e o coração desfeito desde que me apercebi de que não iria viver O Dia. O dia mais importante da vida académica dos estudantes universitários, o culminar de um dos percursos mais difíceis mas ao mesmo tempo mais deliciosos que a vida tem para nos oferecer. Não terei a pasta, não terei as fitas, não terei os colegas/amigos, não terei os familiares a acenarem-me orgulhosos nem os pais de lágrima no canto do olho, do meu lado, a posarem para as fotografias. Não terei nada, rigorosamente nada. 

     Hoje sei melhor do que nunca que, quando entrei em A., estava a entrar no curso errado. Mas, infelizmente, é tarde de mais. Tinha 18 anos, objectivos, sonhos... e ilusões. A ilusão de que a A., mesmo revelando-se não ser aquilo com que sonhava, me poderia fazer feliz. Pois bem, nunca estive tão errada em toda a minha vida. Quando o corpo, a mente e o gosto fraquejavam, receava que um dia tudo caísse por terra e não fosse o suficientemente forte para regressar ao ponto em que ficara. Os avisos estavam lá, eu é que não conseguia sequer conceber a possibilidade de desistir, limitando-me a dar sempre mais, mais, mais e mais de mim. Mas no dia em que o tudo não foi suficiente, por mais que tenha tentado não consegui dar mais. Não queria dar mais. Acabou-se o gosto, acabou-se o prazer, acabou-se a vontade. Assumi que o curso, que já estava a menos de metade de acabar, me tornara profundamente infeliz.

      Apesar das consequências da mudança, não me arrependo pois este percurso supostamente "difícil mas ao mesmo tempo delicioso", estava já transformado num filme de terror. Apesar da desistência continuo estudante universitária pois, mesmo não tendo concluído o Mestrado Integrado, pude aproveitar a Licenciatura para a inscrição noutro Mestrado. Mas apesar de tudo, o que comecei... não poderei fingir que acabei. E a dor do que fica por viver, que me vem matando por dentro, essa permanecerá intacta e eterna.




                                                                                                        09.2010

*, Lauz

segunda-feira, setembro 10

Just listen


                                   Princess of China . Coldplay ft. Rihanna
                                                                                        youtube.com

segunda-feira, setembro 3

Já viveu hoje?




Hmm.. não. É coisa que não tem acontecido por cá nos últimos dias.

*, Lauz

sexta-feira, agosto 3

(Un)Happy



Infelizmente não é assim tão simples.
*, Lauz

domingo, julho 29

not good news.


                                                                                                                       we♥it.com


"(...) mas, porque é impossível sobreviver no deserto ou navegar para sempre, há instantes de amor, momentos perfeitos em que sentimos outra vez o sangue a ferver, os olhos mudam de cor e as mãos voltam, por breves segundos, a entrelaçar-se, quando alguém nos diz (baixinho) ao ouvido:

-estás enganada... pode ser isto o amor.

e pode. e deve e nós até queremos que seja, mas nem sempre o coração obedece a nada senão à sua própria vontade e o amor continua a ser um mistério que não sabemos como começa nem quando acaba."

*, Lauz

sábado, julho 28

Por dizer...

"A.,


sabes que mais? Gostava mesmo de saber o que seria de nós se nunca tivéssemos deixado que se formasse esta barreira de silêncio, inseguranças, equívocos, orgulhos, mágoas... que a cada hora que passa, a cada dia, nos vai empurrando mais e mais para extremos opostos! A iniciativa deveria ter sido minha? Pelo menos teria sido correcto responder à ultima mensagem, bem o sei. Foi sem a mínima intenção de te magoar mas, tu não sabes isso. Devo contar-te sobre o turbilhão de dúvidas, medos, expectativas e inseguranças que se apoderou de mim naquele dia? Devo remexer no assunto depois de meses e meses, sem nos termos voltado a falar? São tantas as vezes que mais vale começar de novo do que desenterrar o passado. Se o fizesse, provavelmente compreenderias porque não tomei iniciativa... mas não, ficaste com uma ideia completamente errada do que me levou a fazê-lo. E ainda hoje a manténs: eu senti, mais do que queria, a frigidez com que pronunciaste aquelas expressões, que tão bem se encaixavam no que aconteceu naquele dia e, consequentemente, no que a partir daí se desenrolou. Mas, infelizmente, só assim consegui perceber que tinhas bem mais razões do que eu para não teres sido tu a tomar a iniciativa. Foi tarde, tarde de mais.

Mas, afinal de contas, nem tenho a certeza se que te magoei! São meras suspeitas...  mas se não, então porque é que nunca nos conseguimos entender e continuamos sem nos entender?  Porque é que ainda vão havendo oportunidades, de tempos em tempos mas, nós continuamos a desperdiçá-las? Ainda à pouco, na última oportunidade que tivemos, ponderaste quebrar o silêncio... mas faltou-te a coragem. Talvez não o quisesses assim tanto."

13.09.2010, 1:05 a.m.

*, Lauz